Em baixa
Incerteza deixa material escolar nas prateleiras
Vendas estão abaixo do esperado para a época devido às dúvidas que pairam sobre a retomada das aulas presenciais
Carlos Queiroz -
As datas de retomadas das aulas presenciais nas escolas foram anunciadas por mais de uma vez e acabaram não se confirmando, em razão da pandemia da Covid-19 persistir. Os comerciantes de material escolar contam que alguns pais buscam as listas fornecidas pelas escolas a cada início de ano letivo, mas não compram o material, esperando que o retorno das aulas se concretize.
Com as prateleiras repletas de produtos variados, o gerente Vinicius Lemões lembra que a venda de material escolar parou em abril do ano passado e ainda não foi retomada. Algumas escolas particulares anunciaram a volta às aulas no começo de fevereiro, mas os pais dizem que esperarão para fazer as compras.
A comerciante Cristiane Mulling ouve a mesma justificativa dos pais. E mais: muitos dizem que aproveitarão as sobras de material escolar do ano passado, conta. Em anos anteriores, as vendas começavam antes do Natal. “Neste ano, a gente só repôs o que estava em falta”, explica. No início de dezembro, faltavam folhas de ofício e os fabricantes alegavam não haver matéria-prima, que é importada, diz Cristiane.
Para os preços, Lemões indica aumentos de 8% a 10% na maioria dos produtos que chegaram agora à livraria, principalmente em artigos de papelaria. Nas folhas de ofício, o reajuste repassado pelos forncedores colocou o pacote com 500 folhas à venda por R$ 18,90. Nas mochilas, a maioria são do ano passado, com preços entre R$ 24,00 e R$ 500,00, cita o gerente.
Para enfrentar a crise, a saída foi investir no segmento que não parou durante a pandemia, que é o de material de escritório, explica Lemões. E para conquistar os clientes, as promoções precisam estar na ordem do dia, diz Cristiane.
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